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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Angelo Agostini


Nascido em Vercelli (Itália) e falecido no Rio de Janeiro. Chegou ao Brasil em 1859, fixando-se em São Paulo, onde em 1864 deu início à sua carreira de caricaturista, publicando seus primeiros trabalhos em O Diabo Coxo.
Transferindo-se para o Rio de Janeiro, nessa cidade desenvolveria intensa atividade em prol da Abolição, colaborando em periódicos como Vida Fluminense, O Mosquíto e Revista Ilustrada com caricaturas e artigos. Foi na Revista Ilustrada que em 1884 começou a publicar, em capítulos, As Aventuras de Zé Caipora, consideradas, por Herman Lima, a primeira estória-em-quadrinhos brasileira. As Aventuras de Zé Caipora tiveram continuidade nas páginas de D. Quixote (1901) e de O Malho (1904).
Como pintor, Angelo Agostini teve atuação mais discreta. Cultivou a paisagem e o retrato, chegando a merecer encômios de Gonzaga Duque; mas não era a pintura o seu meio expressivo. Esse, ele o teve na caricatura, e certamente também na crítica de artes plásticas, que exerceu com conhecimento, fazendo uso de uma linguagem extremamente ferina e bem-humorada.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Benno Treidler



Destacou-se sobretudo como aquarelista, dedicando-se também ao magistério de arte. Estudou na Escola e na Academia de Belas Artes de Berlim com os paisagistas Ferdinand Lechner e Christian Wilberg, respectivamente.

Chegou ao Brasil em 1885. Em 1890 realizou individual no Rio de Janeiro, onde foi Membro do Conselho Superior de Belas Artes, de 1919 a 1930.


Na Exposição Geral de Belas Artes conquistou medalha de ouro de terceira classe em 1894. Em 1982, obra de sua autoria integrou a mostra 150 Anos de Pintura de Marinha na História da Arte Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.

Fonte: http://www.portalartes.com.br

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Diego Rodríguez de Silva y Velázquez



Nascido em Sevilha, Velázquez foi pintor de prestígio na corte de Felipe IV em Madri. Fenômeno raro num artista, nunca esteve em conflito com a vida, trabalhando sempre em plácida felicidade.

Diego Rodríguez de Silva y Velázquez nasceu em Sevilha, nos primeiros dias de junho de 1599. Era o primogênito dos sete filhos de Juan Rodríguez de Silva e de sua esposa Jerónima (nascida Velázquez). Havia sangue nobre na família, e os pais levavam uma vida confortável mas não opulenta. Diego, como de hábito na Espanha, tomou o sobrenome da mãe e, no futuro, assinaria — empregando uma grafia variante — Diego Velásquez.
A época a mais próspera cidade da Espanha, Sevilha possuía o principal porto de comércio com as Américas, fazendo da Espanha a nação mais rica do mundo e impregnando-a de uma atmosfera cosmopolita. Sevilha era também grande centro cultural e, quando o jovem Diego — que, segundo consta, destacava-se nos estudos em geral — demonstrou especial interesse pela pintura, seus pais puderam escolher um professor entre os vários pintores talentosos que ali viviam. Há duas principais fontes de informação sobre os primeiros anos da vida de Velázquez que se contradizem quanto à educação do menino. Francisco Pacheco, certamente seu principal mestre, afirmou ter sido o único a ensiná-lo. Já o pintor e ensaísta Antônio Palomino conta que Diego estudou, de início, com Francesco de Herrera, o Velho. Herrera tinha fama de possuir um temperamento violento (seu filho, também pintor, chegou a fugir de casa) e, se Velázquez estudou com ele, deve ter sido por um breve período.

As Damas de Honra - 1656

UM MESTRE COMPLACENTE
A partir de 1° de dezembro de 1610 — e por um período de seis anos — Velázquez iniciou estudos com Pacheco. Embora pintor medíocre, Pacheco parecia uma escolha ideal. Muito culto — era poeta além de pintor —, em sua casa se reuniam artistas e intelectuais. E, nesse ambiente estimulante, o próprio Velázquez se transformaria num homem com amplos interesse culturais, como mostra o inventário de sua biblioteca levantado após sua morte. Como professor, Pacheco parecia o oposto de Herrera: complacente, receptivo a novas idéias e generoso o bastante em espírito para reconhecer abertamente que Velázquez pintava melhor que ele próprio. Certa vez declarou: "Não considero nenhuma desonra o aluno superar seu mestre".
Em 14 de março de 1617, logo após ter concluído seu aprendizado, Velázquez submeteu-se a exames, sendo aprovado como “maestro pintor de ymaginería” (mestre-pintor de ícones religiosos), que era o mais alto posto atingido por um artista. Pouco mais de um ano depois, em 23 de abril de 1618, Velázquez casou-se com Juana, filha de Pacheco. A noiva ainda não completara 16 anos e o noivo não tinha chegado aos 19. Pacheco escreveu: "Casei-o com minha filha movido por sua virtude e integridade, seus dotes e pelas promessas de um grande e inato talento". Não existe nenhum retrato conhecido de Juana feito por Velázquez, mas é bem provável que ela tenha servido como modelo em algumas de suas primeiras telas, como A Imaculada. O casal teve duas filhas, Francisca, nascida em 1619, e Ignacia, que nasceu em 1621 e morreu na infância.
Velázquez fez rapidamente sua reputação em Sevilha com obras como a Adoração dos Magos, que já revelavam sua mestria. Em abril de 1622 visitou Madri, em parte para ver o Palácio Escorial com seus magníficos tesouros artísticos, mas também porque concebera o audacioso plano de pintar um retrato do novo rei, Felipe IV, coroado no ano anterior. Não obteve êxito em seu segundo intento, mas fez um retrato do grande poeta Luís de Góngora antes de retornar a Sevilha. Seu trabalho causou impacto em Madri e, em 1623, foi chamado de volta à capital pelo Conde-Duque de Olivares, primeiro-ministro do rei e, como Velázquez, um sevilhano. Incumbido de pintar um retrato do monarca, o artista obteve tanto sucesso que o convidaram para assumir um dos cargos de pintor da corte. Além disso, o rei, muito satisfeito, decidiu que, dali em diante, ninguém, com exceção de Velázquez, faria seus retratos. Aos 24 anos, ele se tornava, como que de repente, o pintor de maior prestígio da Espanha.
A corte espanhola mantinha rígidos padrões de etiqueta. Mas Velázquez criou uma impressão tão positiva no jovem rei — este era seis anos mais jovem que o pintor — que ambos desfrutaram de um relacionamento extraordinariamente caloroso. "A liberalidade e a afabilidade com que Velázquez é tratado por tão eminente monarca é inacreditável", escreveu Pacheco. "Ele tem um estúdio na galeria real, do qual Sua Majestade possui a chave e onde há uma cadeira para que todos os dias possa observar Velázquez trabalhando."

O Aguadeiro de Sevilha - 1620
O Aguadeiro de Sevilha - 1620

FAVOR REAL
Tal favoritismo despertou inveja nos outros artistas da corte, que acusaram Velázquez de ser capaz apenas de pintar cabeças. Para responder à difamação, Felipe ordenou a Velázquez e a três outros artistas que pintassem um quadro sobre o tema da expulsão dos mouros da Espanha, uma grande composição multifigurada. Velázquez venceu a competição, mas, lamentavelmente, a tela — seu primeiro trabalho de motivo histórico — acabou destruída num incêndio, em 1734.
Para acirrar os ânimos, Felipe, a partir de 1627, nomeou Velázquez para uma sucessão de postos na corte, que o artista acumulava com as funções de pintor. Essas nomeações viriam beneficiar o status social de Velázquez, em detrimento, porém, de sua arte. Porque, embora suas posições implicassem grandes títulos, como o de Supervisor dos Trabalhos do Palácio, esse tipo de trabalho o obrigava a despender tempo em assuntos burocráticos triviais. Contudo, desincumbiu-se de suas funções com eficiência, pois parece que seu temperamento se adequava a elas.
Em 1628/29 Rubens, o grande pintor flamengo, visitou a Espanha em missão diplomática e entrou em contato com Velázquez. Era o início de uma sólida amizade entre ambos. Juntos, foram ao Escoriai e voltaram deslumbrados. A partir de então, a obra de Velázquez tomou novos e decisivos rumos. No Escorial, teve oportunidade de conhecer e admirar os notáveis trabalhos do Renascimento italiano, que o levaram a descobrir o humanismo e a mitologia. Além disso, essas obras proporcionaram-lhe um novo estímulo, reacendendo nele o desejo sempre acalentado de ir à Itália.
Velázquez recebeu permissão oficial do rei para viajar à Itália em 26 de junho de 1629. E em agosto embarcava de Barcelona para Gênova. Em sua ausência, continuaria recebendo o mesmo salário. De Gênova, Velázquez partiu para Veneza, passando depois por Ferrara e Cento, a caminho de Roma, onde permaneceu cerca de um ano. Seguiu, então, para Nápoles, à época possessão espanhola. O maior pintor que ali vivia era outro espanhol, Jusepe de Ribera, e é provável que Velázquez o tenha conhecido. Em janeiro de 1631 estava de volta a Madri. Muitas das obras sabidamente criadas por Velázquez na Itália desapareceram (inclusive um auto-retrato e diversas réplicas de obras de arte famosas). Mas duas telas do período subsistiram: A Túnica de José e A Forja de Vulcano. Ambas evidenciam um aprimoramento no domínio da composição figurativa sob a influência da arte clássica e dos mestres renascentistas.

A Imaculada - 1618

UM FESTIVAL DE PINTURAS
As duas décadas seguintes se caracterizaram como o período mais fértil da carreira de Velázquez. Pintou inúmeros retratos do rei e da família real (Felipe, aliás, não permitiu que ninguém mais o retratasse enquanto Velázquez esteve fora), e também uma empolgante série de pinturas eqüestres. E foi nessa época que realizou o melhor de sua arte sacra e criou também o único nu feminino remanescente, além de uma das maiores obras-primas da história da pintura: A Rendição de Breda, tela que mostra a capitulação da cidade holandesa diante dos espanhóis em 1625. A incomparável série de retratos de bobos da corte também data desse período. Sob o pincel de Velázquez essas figuras adquiriram tocante dignidade. Sua vida caminhava serena, pontuada por alguns poucos acontecimentos mais marcantes, como o casamento, em 1633, de sua filha Francisca com o aluno Juan Bautista Martínez del Mazo, ou sua promoção para algum novo cargo real. Nada de muito excitante.
E possível que Velázquez tenha feito uma curta viagem à Itália em 1636: a península italiana exercia forte atração sobre ele e, em novembro de 1648, partiu para nova e extensa visita. Ia agora em missão especial, pois o rei o incumbira de adquirir obras de arte em Roma. Tal como em sua primeira viagem vinte anos antes, Velázquez visitou diversas cidades (incluindo Nápoles, onde se encontrou com Ribera). Sua reputação o precedera e honraram-no com o título de membro da Academia de São Lucas.
Em 1650, o Rei Felipe enviou uma série de cartas que instigavam Velázquez a retornar a Madri. Mas o artista pode ter tido outros motivos, além dos relacionados com a arte, para prolongar sua estada na Itália. Isso é o que se deduz a partir de uma surpreendente descoberta documental publicada recentemente, em 1983. Os documentos revelam que uma viúva, de nome Marta, deu à luz um filho ilegítimo de Velázquez. A criança (seu nome era Antônio) foi descrita como um bebê de colo em outubro de 1652. Como Velázquez estava de volta a Madri em junho de 1651, é possível que jamais tenha conhecido o filho. Pediu permissão para retornar à Itália em 1657, mas sua proposta foi recusada. E tentador especular se Marta e Antônio ocupavam a mente de Velázquez tanto quanto as glórias da arte italiana. Mas tudo não passa de conjeturas e nada se sabe acerca do destino da mãe ou da criança.
Esse segredo parece não ter perturbado sua pacata vida em Madri. Sofreu um único golpe em 1654, quando sua filha Francisca faleceu, mas continuou a se dedicar à pintura e a seus deveres na corte com sua peculiar serenidade.
Dois anos antes havia sido nomeado para o mais honorífico de todos os cargos: Aposentador Mayor (Tesoureiro Real). Queria, porém, a glória máxima de um título nobiliárquico, e o processo quase interminável para obtê-lo arrastou-o ao longo dos últimos anos de sua vida. Felipe IV teve que conseguir permissão especial do papa (Alexandre VII) antes de poder sagrar Velázquez como Cavaleiro da Ordem de Santiago, em 28 de novembro de 1659. O auto-retrato do artista em As Meninas mostra-o com a cruz da ordem ao peito.

Vênus ao Espelho - 1648

UMA EXAUSTIVA MISSÃO
Em 8 de abril de 1660, Velázquez deixa Madri rumo à ilha dos Faisões, no rio Bidassoa (fronteira entre Espanha e França), para os preparativos do encontro de Felipe IV com Luís XIV da França, que iria casar-se com a filha do monarca espanhol, Infanta Maria Theresa. Retorna a Madri em 26 de junho, exaurido pelo trabalho e pela viagem. Em 31 de julho cai de cama em seus aposentos no palácio real, queixando-se de febre. Uma semana mais tarde, vem a falecer. Era agosto de 1660. O rei lhe proporciona magnífico funeral, sendo sepultado na Igreja de San Juan Bautista, destruída em 1811, sem deixar vestígio algum dos restos mortais do artista. Sua condoída viúva segue-o menos de uma semana depois. A Espanha, após haver conquistado o mundo, precipitava-se lentamente na ruína. Os olhos de Velázquez, inebriados de luz, foram intérpretes fiéis dessa pompa decadente.

 Fonte: http://www.portalartes.com.br

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Claude Oscar Monet


1840 - 1926

Um fundador do Impressionismo, Monet é considerado uma das principais figuras da história da pintura de paisagens e sempre pesquisou por conta própria, aprendendo com a observação.


Um quadro típico de seu periodo mais antigo é o Terrace at Le Havre (1866-Metropolitan Museum). Mais tarde, dedicou-se a pintar as mudanças de luz e atmosfera causadas pelas mudanças de hora e de estações, usando a própria observação das leis de óptica. De sua paleta, foram eliminados o negro e o cinza, rompendo a luz em seus componentes de cor, assim como o faz um prisma, e pintando seguidamente temas como o feno, a Catedral de Rouen e a grande série lírica representada pelos lírios dágua (1899-1904), em seu jardim em Giverny.



Fonte: http://www.portalartes.com.br

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Beniamino Parlagreco



Estudou em Nápoles orientado por Morelli e Palizzi. Em 1895 chegou ao Brasilfixando residência no Rio de Janeiro.

Realizou pintura de gêneropaisagemmarinha e retratosParticipou das exposições gerais da Academia Imperial (de 1897 a 1901, com medalha de ouro de terceira classe em 1898). Em 1896 expôs com sucesso no Rio de Janeiro, posteriormente em Petrópolis e São Paulo.


Morreu vítima da febre amarela. No Museu Nacional de Belas Artes, trabalhos seus integraram as mostras I Exposição de Auto-Retratos (1944) e Exposição Retrospectiva da Pintura no Brasil (1948).

Integra os acervos do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Fonte: http://www.portalartes.com.br

terça-feira, 22 de maio de 2012

Benedicto Calixto



Benedicto Calixto de Jesus nasceu em Conceição de Itanhaém, São Paulo, em 1853. Inicia a carreira artística emBrotas, interior do estadocomo autodidataRealiza a primeira individual em 1881, na sede do Correio Paulistano,sem muita repercussão.


Muda-se para Santos e faz a decoração do teto do Teatro Guarani. Com bolsa do governo estadual, segue para Paris em janeiro de 1883, a fim de estudar desenho e pintura. Freqüenta a Académie Julien, estudando com Gustave Bonlanger, Robert Fleury e Jules Lefebvre e Bouguereau.


Voltou ao Brasil em 1885, fixando-se em Santos e depois em São Vicente. Paisagista, dedicou-se também ao magistério e publicou uma série de livros relacionados à história do litoral paulista. A partir de 1909 realiza decorações e murais para igrejas e conventos do interior paulista. Participa da 1ª Exposição de Arte Brasileira, promovida pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, em 1911.


Benedicto Calixto foi um artista apaixonado pelas paisagens, assim como por temas históricos e religiosos, características que nortearam toda a temática da sua obra, que tem um valor até mesmo iconográfico, retratando paisagens com precisão. Também compôs obras de temas relacionados à história do estado de São Paulo, buscando a reconstituição mais fiel da cena histórica.


Fonte: http://www.portalartes.com.br

domingo, 20 de maio de 2012

Belmiro de Almeida



Dedicou-se à pinturaao desenhoà escultura e à caricaturaPrimeiros estudos de desenho e pintura no Liceu deArtes e Ofícios do Rio de Janeiro. Ingressou logo depois na Academia Imperial de Belas Artesonde teve comoprofessores Agostinho José da Mota, Zeferino da Costa e Souza Lobo.


No final da década de 1880, viajou para a Europa, visitando Roma e Paris. Em Paris freqüentou o ateliê de Jules Lefèbvre, participou de salões e realizou exposições individuais. De volta ao Brasil, ocupou interinamente, de 1893 a 1896, a cadeira de Desenho Figurado na antiga Escola Nacional de Belas Artes, em substituição a Pedro Weingartner.


Em 1916 foi contratado pela Escola para reger a cadeira de Desenho de Modelo-Vivo. Fixou-se definitivamente em Paris no fim da Primeira Guerra Mundial. No Salão Nacional de Belas Artes, conquistou a medalha de ouro de segunda classe em 1894, e a grande medalha de ouro em 1921. Em 1984, a Acervo Galeria de Arte inaugurou no Rio de Janeiro uma retrospectiva de sua obra. Sua obra integra o acervo do Museu Nacional de Belas Artes.


Desse acervo, consta que uma de suas telas mais famosas, Arrufos, traz o poeta e crítico de arte Gonzaga Duquecomo modelo. Também o poeta se inspiraria no pintor para criar um personagem (Agrário) do romance Mocidade morta (1899).


Fonte: http://www.portalartes.com.br

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Auguste Rodin



A escola o reprovou

Algumas das obras de Rodin estão entre as mais famosas da escultura européia e universal. Retratista emérito, dominou o bronze e o mármore.

Embora acusado de formalismo pelo rigor anatômico de suas peças, destacou-se no período de transição da arte entre os séculos XIX e XX.

René-François-Auguste Rodin nasceu em Paris em 12 de novembro de 1840. Nascido numa família de poucos meios, estudou desenho e modelado a partir dos 13 anos.

Aos 18, após ser reprovado três vezes no exame de admissão à Escola de Belas-Artes, passou a trabalhar como moldador, confeccionando objetos ornamentais.

Os salões o rejeitaram

Em 1864 uniu-se a Rose Beuret, modelo dos primeiros retratos escultóricos e companheira de toda a vida.

Ao ter recusada a primeira obra que enviou ao salão oficial, "O homem de nariz quebrado" (1864), Rodin afastou-se das exposições e passou a colaborar com Albert-Ernest Carrier-Belleuse na decoração de monumentos em Bruxelas.

Fascinado com as esculturas de Donatello e Michelangelo numa visita a Florença e a Roma, escandalizou os meios artísticos parisienses com "A idade do bronze": era tal a perfeição da figura que houve quem o acusasse de ter usado como molde um modelo vivo.

A Porta do Inferno

A despeito do começo difícil, firmou-se como escultor com uma obra posterior, "São João Batista pregando" (1878).

Encomendaram-lhe então, em 1880, uma enorme porta de bronze para o futuro Museu de Artes Decorativas em Paris. Nela trabalhou por longos anos, mas deixou-a inacabada ao morrer.

Projetada como réplica da "Porta do paraíso", esculpida no século XV pelo italiano Lorenzo Ghiberti para o batistério de Florença, a obra -- conhecida como "Porta do inferno" -- deveria extrair seus temas da Divina comédia de Dante.

Após uma viagem a Londres, em 1881, onde tomou contato com as interpretações de Dante feitas pelos pintores pré-rafaelitas e por William Blake, em suas obras visionárias, Rodin alterou os planos originais, com a pretensão de fazer do monumento um universo de formas atormentadas pelas paixões humanas e a morte.

No decorrer do trabalho, imagens pensadas como partes da porta transformaram-se, em escala maior, em peças isoladas de alto impacto: assim nasceram "O pensador" (1880; Museu Rodin), "O beijo" (1886; Louvre), e "O filho pródigo" (1889; Museu Rodin).

Outra obra plena de expressividade, "Os cidadãos de Calais" (1884-1886), celebra o sacrifício dos habitantes dessa cidade francesa, os quais em 1347 haviam se entregado como reféns ao rei Eduardo III da Inglaterra na esperança de que este suspendesse o cerco que lhes era imposto.

Por volta de 1885, Rodin iniciou um romance com a aluna Camille Claudel, o mais tempestuoso dos muitos que teve, o qual terminou tragicamente.

Aos problemas amorosos, somaram-se os criados por novas encomendas: um busto de Victor Hugo teve de ser refeito várias vezes, entre 1886 e 1909, por mostrar o escritor de peito nu.

Já um monumental Balzac de corpo inteiro causou celeuma a partir de 1898, por já apontar para o ideário da arte moderna. Essa mesma obra, em 1939, foi posta no cruzamento dos boulevards Raspail e Montparnasse, em Paris.

Uma série de bustos, como o de Octave Mirbeau (1889), Puvis de Chavannes (1891) e Clemenceau (1911) contribuiu para situar Rodin como mestre na arte do retrato em relevo pleno.

O hotel que virou museu

Em 1908 o escultor se instalou no Hôtel Biron, palacete parisiense do século XVIII, transformado depois de sua morte no Museu Rodin.


Admirado pela elite européia e considerado uma glória da França, Rodin morreu em Meudon em 17 de novembro de 1917.

Em 1995, uma exposição de 58 peças suas no Museu Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro RJ, e logo na Pinacoteca do Estado, em São Paulo SP, atraiu cerca de meio milhão de pessoas, público nunca antes reunido em evento de artes plásticas no Brasil.


Fonte: http://www.portalartes.com.br

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Arsênio Cintra da Silva



Nasceu em Pernambuco em 29 de abril de 1833 e faleceu na Itália no dia 11 de fevereiro de 1883. Estudou em Romaonde, com talento e aplicaçãoadquiriu posição de destaque entre os condiscípulos se demorou três anos, tendo retornado a Recife, sua cidade natal, por ter falecido seu pai.

Tempos depois, conseguiu voltar à Europa, instalando-se em Paris. Durante sua permanência nessa cidade, aprendeu o segredo de pintar guaches, gênero então inteiramente desconhecido no Brasil, do qual fizera a sua especialidade.

Terminados os estudos em 1860, no ano seguinte veio definitivamente para o Rio de Janeiro, onde se estabeleceu. Fez discípulos, dentre os quais foi Insley Pacheco o mais notável, que se tornara dedicado amigo do mestre, a quem muito auxiliou nas dificuldades em que aqui se encontrara.


Nos seus guaches - diz um crítico - é difícil separar a garridice [elegância] do toque, a quentura da cor, da ligeira habilidade do traço, da elegância e fidelidade do desenho. Aquelas pitorescas cenas orientais, aquelas longas caravanas árabes, percorrendo o deserto ao pôr do sol, as paisagens espetaculosas daquela cor com que, diante da nossa fantasia, tudo tem o aspecto grandioso pela cor do céu, pelo caráter da vegetação, pela forma caprichosa dos edifícios, foram tratados por Arsênio com uma nota poética e terna, que é a sua nota pessoal.

Fonte: http://www.portalartes.com.br

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Antônio Firmino Monteiro



Estudou na Academia Imperial de Belas Artes, onde foi aluno de João Zeferino da Costa, Vitor Meireles e Agostinho José da Mota. Dedicou-se ao paisagismo e à pintura histórica. Viajou à Europa em 1880, 1885 e 1887. Participou de várias Exposições Gerais de Belas Artes: 1879, 1884, 1885, 1887, 1889 e 1891.

Segundo Donato Mello Júnior, obteve segunda medalha de ouro em 1879, juntamente com Décio Vilares, Francisco Vilaça, Cirilo Carneiro, Leôncio Vieira e Marcos Ferrez. Na II Bienal de São Paulo (1953), integrou a sala A paisagem Brasileira até 1900, organizada por Rodrigo M. F. de Andrade.


Integrou ainda, em 1982, a mostra 150 Anos de Pintura de Marinha na História da Arte Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.

Fonte: http://www.portalartes.com.br

sábado, 12 de maio de 2012

Anton van Dyck



“Anton van Dyck foi um dos retratistas de maior sucesso da história da arte. Suas imagens fascinantes da corte de Carlos I influenciaram artistas de seu tempo e determinaram o curso do retratismo inglês nos duzentos anos seguintes. Brilhante e precoce, foi muito influenciado por Rubens, que o considerava seu melhor discípulo, embora Van Dyck tenha sido mais seu ajudante que um verdadeiro aluno. Acima de tudo um autodidata, ele adquiriu fama na Itália, executando retratos da aristocracia genovesa. De volta a Antuérpia, foi ali também um artista muito requisitado: em seu estúdio, ajudantes e alunos acotovelavam-se com os clientes. Depois de designado pintor da corte de Bruxelas, para a Regente Isabel, foi feito primeiro-pintor do Rei Carlos I, da Inglaterra.”

Poucos artistas foram intimamente tão aristocráticos como Van Dyck, ou tão ambiciosos e sedentos de uma fama que, enfim, ele acabaria por merecer, retratando a nobreza.

Anton van Dyck nasceu em Antuérpia, em 22 de março de 1599; era o último filho de Frans van Dyck e de sua segunda esposa, Maria Cuypers. Seu pai era um próspero comerciante de seda e de especiarias, que começara a vida como vendedor ambulante. Aos 8 anos, Van Dyck perdeu a mãe. Sua educação artística começou na mais tenra idade: em 1609, com apenas 10 anos, já era aprendiz do célebre pintor de figuras Hendrick van Balen (que, na verdade, só lhe deixaria uma pálida impressão). Aos 14 anos pintava quadros admiráveis; aos 15, realizou um auto-retrato digno do pincel de um mestre; aos 16, já havia se instalado num estúdio próprio.
Além de excepcionalmente precoce, Van Dyck era muito ambicioso e, em 1615, deixaria Van Balen para montar seu estúdio, ainda em Antuérpia, contratando dois assistentes. Com isso, porém, ele desobedecia às normas da guilda dos pintores, pois não poderia vender suas obras antes de ser oficialmente qualificado como mestre.
Durante os primeiros anos de Van Dyck, Rubens predominava no cenário artístico de Antuérpia. Seu gênio representava um desafio para qualquer jovem pintor, e isso com certeza estimulou a busca prematura de Van Dyck pela independência e pelo reconhecimento. Teria sido ainda a exemplo de Rubens, igualmente bem-sucedido como diplomata e homem de corte, que Van Dyck se dispôs a adotar maneiras aristocráticas e a cultivar uma imagem de homem refinado. Van Dyck inspirou-se também no estilo de Rubens, assimilando-o com surpreendente facilidade.

Rainha Henrietta Maria e Seu Anão Sir Jeffrey Hudson - 1633

A FAMA PREMATURA
Em 11 de fevereiro de 1618, Van Dyck registrava-se como mestre na Guilda dos Pintores de Antuérpia. Nesse mesmo ano fez sua primeira associação direta com Rubens, que desenhava um conjunto de tapeçarias, cujo tema era a história do cônsul romano Decius Mus, para um cliente em Gênova. Tudo indica que Rubens contratou Van Dyck para executar os modelos em cartão a partir de seus desenhos. Dois anos mais tarde, com apenas 21 anos, Van Dyck seria nomeado assistente-chefe de Rubens na grande incumbência de executar as pinturas do teto (atualmente destruídas) da Igreja Jesuíta de Antuérpia. Era um sinal evidente de seu êxito profissional. Enfim, durante todo esse tempo, Van Dyck foi mais um auxiliar que um aluno de Rubens.
Apesar do talento prodigioso e da grande ambição de seu ajudante, Rubens aparentemente não se sentiu ameaçado por ele — embora tenha sido aventado que Rubens teria encorajado Van Dyck a especializar-se em retratos, campo que despertava pouco interesse no mestre. E seguro, porém, que Rubens o apoiava e admirava abertamente, chegando mesmo a adquirir trabalhos seus.
Em 1620 a reputação de Van Dyck estava firmemente estabelecida em Antuérpia. Em julho desse mesmo ano, a Condessa de Arundel, de passagem pela cidade a caminho da Itália, posou para Rubens; o secretário da condessa, Francesco Vercellini, escreveu para o Conde de Arundel, em Londres, sobre o progresso da obra, acrescentando uma nota a respeito do jovem pintor: "Van Dyck ainda está com o Senhor Rubens", registrou ele, "e dificilmente suas obras são menos apreciadas que as de seu mestre; ele é um jovem de 21 anos e seu pai, que é muito rico, vive na cidade; assim, será difícil para ele deixar este quinhão, tanto mais ao ver a boa sorte de Rubens". A carta sugere que o conde interessava-se pelos serviços de Van Dyck; apesar das considerações de Vercellini, o pintor sentiu-se claramente tentado pela perspectiva de visitar a Inglaterra. Em novembro de 1620, finalmente, chegou a Londres, onde ficaria por três meses.
Essa curta temporada foi importante para o artista na medida em que ele estabeleceu contato com dois dos maiores colecionadores ingleses: o próprio Conde de Arundel e seu poderoso rival, o Duque de Buckingham. Van Dyck realizou trabalhos para ambos, pintando um retrato do conde e produzindo uma bela pintura histórica para o duque. Também teve acesso às notáveis coleções de ambos, particularmente ricas em obras dos velhos mestres venezianos, que Van Dyck tanto admirava: o Conde de Arundel possuía 36 pinturas de Ticiano, enquanto o duque dispunha de uma vasta coleção de obras de Veronese.

Carlos I em Três Posições - 1635

O PERÍODO ITALIANO
De volta a Antuérpia em 1621, no outono desse mesmo ano Van Dyck partiu para a Itália; instalando-se primeiramente em Gênova, talvez a conselho de Rubens, que se encantara com a cidade durante uma viagem à região. Era uma cidade sob medida para o pintor: rica, elegante, com senhores poderosos. Os marqueses, que se denominavam "magníficos", viviam como soberanos em mansões que mais pareciam palácios.
Tratava-se de redutos acessíveis a poucos, onde os maridos reinavam; mais que em outras cidades italianas, as genovesas eram devotadas ao lar e à reclusão. Eram mulheres recatadas e tímidas por temperamento — característica que Van Dyck captou e registrou magistralmente em seus retratos. Foi em Gênova, portanto, que ele se definiu como retratista da aristocracia. Nos retratos que pintara em Antuérpia, Van Dyck já se distanciara da rígida formalidade do retratismo flamengo tradicional. Agora, sob a influência renovadora da arte italiana, e tendo diante de si o exemplo dos retratos genoveses executados por Rubens, seu estilo expandia-se intensamente. O artista passou a conceber retratos de um refinamento sem paralelos: é o caso do retrato de Elena Grimaldi.
E evidente que Van Dyck sentia-se à vontade nos magníficos palazzi de seus clientes aristocratas; o biógrafo seiscentista Bellori descreveu assim sua chegada a Gênova: "Suas maneiras eram as de um cavalheiro e não as de um homem comum, pois formara seus hábitos no estúdio de Rubens, em meio a nobres. Era também orgulhoso por natureza e ávido pela fama.
Usava vestes luxuosas, trazia plumas em seu chapéu, correntes de ouro ao longo do peito e fazia-se acompanhar de servos".
Inesperadamente, talvez, e ao contrário de Rubens, Van Dyck não empreendeu uma extensa viagem turística pela Itália. Era um viajante seletivo e parece ter decidido de antemão que queria ver — seus cadernos de notas registram obras de Ticiano, Veronese e outros venezianos notáveis, juntamente com esboços de cenas de rua. Enfim, na maior parte do tempo Van Dyck permaneceu em Gênova, onde encontrou um mercado receptivo para seus retratos. Foi uma longa temporada italiana: Van Dyck retornaria a Antuérpia em 1627, levado pela morte da irmã, Cornélia.
Os seis anos seguintes também estariam emtre os mais bem-sucedidos e produtivos de sua carreira: trabalhou continuamente para a Igreja e era sempre muito solicitado como retratista. Em maio de 1630, seria indicado como Pintor da Corte e fez numerosos retratos da Regente Isabel e de seu séquito, modificando o estilo suntuoso de seus retratos italianos para adaptar-se ao ambiente mais austero da corte de Bruxelas. Também executou obras mitológicas, como a surpreendente Rinaldo e Armida, adquirida por Carlos I em 1629. No Rinaldo de Van Dyck ecoavam os mestres venezianos e, como as pinturas italianas dominavam o gosto dos colecionadores ingleses, a tela causou entusiasmo em Londres; certamente influiu na decisão de Carlos I de chamar Van Dyck para a Inglaterra. No início de 1632, sem dúvida encorajado pelo Conde de Arundel, Carlos convidou Van Dyck para sua corte.

O Descanso na Fuga para o Egito - 1624

PINTOR DA CORTE INGLESA
Várias razões levaram-no a aceitar o convite: embora tivesse firmado uma carreira de sucesso em Antuérpia, Van Dyck sentia uma forte atração pela vida da corte, e Carlos, que se tornara rei em 1625, conquistara a reputação de generoso patrono das artes. Rubens o descreveu como "o maior apreciador da pintura entre os príncipes do mundo" e recebeu dele uma de suas maiores incumbências: as pinturas do teto do Whitehall Banqueting House.
A generosidade do rei estendeu-se a Van Dyck. Alojado numa casa em Blackfriars às expensas reais, dispunha também de uma residência de verão em Eltham e recebia uma pensão anual de 200 libras. Em 5 de julho de 1632 recebeu a nomeação de cavaleiro, e no ano seguinte foi presenteado com uma corrente de ouro no valor de 110 libras. Bellori fornece uma viva descrição do estilo de vida de Van Dyck em Londres. Segundo o biógrafo, sua casa era freqüentada pela mais alta nobreza da época; a exemplo do rei, os nobres gostavam de observá-lo enquanto trabalhava e de passar o tempo em sua companhia. Em sua residência, Van Dyck "mantinha servos, músicos, cantores e bobos; com essas diversões entretinha os grandes homens que diariamente vinham posar para os retratos". No exterior da casa em Blackfriars foi construída uma plataforma flutuante que facilitava o acesso dos visitantes nobres que vinham pelo rio.
Mas ele trabalhava arduamente para obter tais recompensas, pois a corte e seu rei eram exigentes. Assim, durante os nove anos em que viveu na Inglaterra, Van Dyck pintou cerca de trinta retratos em grandes dimensões, além de receber uma infindável sucessão de encomendas da aristocracia; sua produção de retratos durante esses anos foi verdadeiramente prodigiosa.

UM HOMEM ATRAENTE
Embora não fosse alto, Van Dick era bem proporcionado e, segundo Bellori, "louro de bela compleição". Seu nome tem sido romanticamente associado a mulheres que lhe serviam de modelos, e ele teve uma filha ilegítima, Maria Teresa, que não ficou esquecida em seu testamento. Sua amante oficial era a impetuosa Margaret Lemon, descrita pelo gravurista Hollar como "uma mulher perigosa" e "um demônio de ciúme" que criava cenas horríveis quando uma mulher da sociedade londrina posava para Van Dyck sem uma dama de companhia. Conta-se, ainda, que durante uma crise de ciúme ela teria tentado arrancar com os dentes o polegar de seu amante, para impedi-lo de pintar novamente.
Embora bem recebido na Inglaterra, Van Dyck não deixava de visitar sua pátria e talvez pretendesse regressar um dia definitivamente, pois comprou em Antuérpia uma propriedade próxima ao Château de Steen, a residência de campo que Rubens iria adquirir no ano seguinte. Depois que Rubens morreu, em 1640, Van Dyck empreendeu repetidas viagens à sua cidade natal — há quem afirme que reclamava, então, o lugar de principal pintor da Flandres. Mas se obtivesse tal honra, não teria tempo para usufruí-la: morreria em Londres, em 1641. Outros desapontamentos turvaram os últimos anos de Van Dyck. A despeito de seu talento como retratista, ele acalentava o sonho de ser um pintor histórico — como Rubens — e sempre esperou por uma encomenda de vulto por parte do Rei Carlos. Em 1639 teciam-se planos para uma série de telas decorativas para a Câmara da Rainha, em Greenwich, mas Van Dyck foi excluído do projeto, entregue a Jacob Jordaens, outro assistente de Rubens. Em janeiro de 1641, viajou a Paris na esperança de obter uma grande encomenda por parte de Luís XIII, que planejava decorar a galeria principal do Louvre. Mas voltou de mãos vazias.
Houve apenas uma nota alegre nesses últimos anos: seu casamento, no início de 1640, com Mary Ruthven, uma das damas de companhia da rainha da Inglaterra. O casamento, porém, não seria duradouro, porque a tuberculose, que já o atormentava havia algum tempo, acabou por derrotá-lo; Van Dyck morreu em 9 de dezembro de 1641. De seu casamento restou uma filha, com apenas 8 dias de vida.

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